
Desde 25 de abril Urano voltou para Gêmeos, desta vez permanece. Líder da mudança radical, normalmente inova e respira nova vida no signo em que se move. Urano ficará em Gêmeos até 2033. O que foi lentamente desestabilizado nos últimos sete anos pode agora começar a se mover mais rapidamente. A internet já está cheia de previsões. Entender como Urano em Gêmeos nos influencia vai além de “Inovação”, IA, aprendizado on-line e drones. Vamos recapitular o Urano em Touro, os últimos 7 anos.
Naquela época, todos previam a transformação completa do sistema financeiro – que tudo digitalizaria, que as criptomoedas substituiriam as moedas globais e assim por diante. Mas o cafezinho que você toma na padaria da esquina ainda não está sendo pago com Bitcoins, não é? Na verdade, o ativo que viu o maior crescimento durante Urano em Touro foi o ouro – o refúgio seguro que todos haviam descartado. A ironia é que Urano – o planeta da inovação e da disrupção – no signo dos recursos materiais e da tradição, acabou recompensando a forma mais antiga de dinheiro, não a mais nova.
O sistema financeiro foi interrompido? Até certo ponto – mas não necessariamente nas formas que imaginávamos. Poderíamos argumentar que se tornaram mais imunes à volatilidade, respondendo de maneiras menos dramáticas a choques econômicos, eventos mundiais ou movimentos geopolíticos. Urano em Touro simplesmente não parecia “se importar” muito com o que acontecia – o sistema financeiro continuou se movendo em seu próprio ritmo interno. Então, isso mostra como Urano realmente opera, o papel dele não é impor o ‘novo’, mas testar sistemas existentes. Portanto, o que é sólido sobrevive e o que é construído, sobre uma explanação ou especulação, é exposto.
Urano não traz necessariamente o futuro imaginado, ele desmantela fantasias que projetam o futuro. O exemplo disso é a aposta em criptomoedas que foi uma “narrativa” para escapar das velhas estruturas de poder. Urano em Touro pode ter nos mostrado que não podemos usá-lo para escapar da realidade – a matéria, o tempo e o valor acumulado ainda prevalecem. Urano chega, bagunça as coisas, cria o caos e, ao fazer isso, nos faz perceber que a mudança é a única constante na vida.
Como resultado dessa consciência, tornamo-nos mais resilientes e melhor preparados para enfrentar a volatilidade e as crises. Muitas pessoas conseguiram se requalificar, mudaram de rumo ou abriram seus próprios negócios. De muitas maneiras, Urano em Touro nos impulsionou a nos tornarmos mais autossuficientes. O sistema sentiu e não aconteceu sem atritos, sem estresse – e para muitos de nós as coisas ainda não parecem boas, mas, no geral, uma parcela está mais desperta! As pessoas começaram a construir mais opções e mais segurança em seus próprios termos.
A questão que realmente respondemos quando analisamos esse trânsito de Urano não é que tipo de “inovação” ou “progresso” trará. Não se importa com a inovação em si, não está aqui para trazer tecnologia para a Terra. Seu papel fundamental é nos auxiliar a nos livrar do que não serve mais – para que possamos viver com liberdade, autenticidade e em sintonia com a realidade. E, às vezes, o que chamamos de progresso ou inovação – embora resolva alguns de nossos problemas – pode, na verdade, criar outros.
Então, algo é ganho, algo é perdido. Urano é quase sinônimo da
palavra progresso, que resolve problemas e limitações – só
chamamos algo de “progresso” se nos ajuda a superar algo que não
está funcionando como deveria. Mas o progresso não vem sem
contrapartidas. A eletricidade nos deu luz à noite, mas também nos
desconectou dos ritmos da natureza. Não acordamos mais com o nascer
do sol – agora precisamos de despertadores. O smartphone colocou o
mundo inteiro na ponta dos nossos dedos, mas também trouxe mais
isolamento, menos conexão e períodos de atenção mais curtos.
Com
o progresso, ganhamos algo e perdemos algo. Sim, agentes de IA
assumirão nossas tarefas repetitivas e árduas. Robôs farão a
limpeza em nosso lugar. Isso parece libertador, mas também significa
que não tocaremos mais a terra, não esfregaremos mais o chão e não
interagiremos com o mundo da maneira que nos mantém conectados e
presentes em nossos corpos. Aquela parte de nós que se alegra com os
sentidos – com a experiência física de tocar, manipular e
interagir com o mundo tridimensional – sentirá falta de algo sob
essa influência. Porque o progresso não se resume a máquinas
trabalhando por nós. Ele transforma nosso cotidiano e altera nossas
prioridades. Algo é encontrado. Algo é perdido. E as coisas nunca
mais serão as mesmas.
Em "O Mágico de Oz", o
Homem de Lata ansiava por um coração. O antídoto do distanciamento
e a alienação de Urano é lembrar por que criamos em primeiro
lugar: para sentir, para nos conectar e para estarmos vivos.
Desperte, acordar não é suficiente.
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